O Partido

             O PS é um partido moderno, dinâmico e jovem que nasce sem vícios, e sem traumas, um partido ficha limpa. Um partido que deseja recolocar no coração do Brasil a fé no futuro. Sabemos dos grandes desafios que iremos enfrentar dentro de um sistema político-partidário ultrapassado, e sem compromisso com os interesses de nossa sociedade, mas o Brasil precisa mudar por isso, nos colocamos como esse instrumento de transição para o novo. Lutamos por um Estado que não abre mão de suas obrigações nem delega o bem-estar social a outros setores, lutamos por um Brasil inclusivo, socialmente justo, economicamente equilibrado e ambientalmente sustentável.

                 Nossa sigla PS “Partido Social” por mais generalista que possa parecer em um primeiro momento é na verdade a gênese do nosso partido, pois o que nos move é o Social, o social das Questões Sociais, pois somos um partido de base. O que propomos é um caminhar em direção a Justiça Social, indo além da dicotomia sobre a Liberdade e Igualdade que coloca de um lado os Liberais clássicos e de outro os Sociais-democratas, na verdade isto tem contribuído muito poucos para a paz social em nosso país.

                 Segundo dados do IBGE publicados em 2003 “Estatísticas do Século” o Brasil é o 6° país com pior distribuição de renda, o PIB brasileiro cresceu 100% nos últimos cem anos passando de 9,1 bilhões em 1900 para 1 trilhão em 2000, mas a distribuição de renda piorou no período. De acordo com a publicação, em 1960, a renda total dos 10% mais ricos era 34 vezes maior que a dos mais pobres. Trinta anos depois a diferença aumentou para 60 vezes. A desigualdade foi ampliada, apesar de o PIB per capita ter crescido 12 vezes de 1901 a 2000. (Freire, Freire e Castro 2010:88).

                 Um país como o Brasil, “oitava economia do mundo, não era para ter pobres. Mas tem 1% da população proprietária de terras que detém 50% da área cultivável”. Essa condição de pobreza é determinada, e gerada pela forma como repartimos a riqueza. Com tamanha iniqüidade não é possível simplificar a resolução da pobreza. (Dagnino e Álvares, 2001:60).

                 Diante de tanta contradição não podemos nos silenciar, temos uma dívida social enorme com nosso passado escravagista e com nosso presente frustrado, uma divida que pode, e deve ser paga, para que as próximas gerações vivam o Brasil que sonhamos. Esta é a luta que move o PS.


Executiva municipal / Petrópolis