O Partido Social (PS), ainda em processo de registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nasce tendo como base a Lei do Ficha Limpa e dar voz a quem hoje não encontra seu espaço nos partidos já consolidados. Em Petrópolis, a comissão provisória do PS é presidida pelo advogado José Eduardo Neder, que está colhendo assinaturas para que o PS consiga as 400 mil assinaturas para apresentar ao TSE.
O ex-candidaEto a deputado estadual pelo PV, Marcio Moura, também está filiado ao PS e faz parte da direção regional do partido. José Eduardo Neder contou que após a eleição, por falta de espaço no PV, ele e Marcio Moura e outro companheiro começaram a procurar um partido para se filiarem e dar continuidade ao trabalho político. “Procuramos todos e não nos identificamos com nenhum deles. Então decidimos procurar entre aqueles que estão em processo de registro e nos identificamos com o Partido Social”. O presidente da comissão provisória conta que começou a participar das reuniões no Rio de Janeiro e quando se deu conta já estava participando da direção regional, através de Marcio, e ele foi convidado para assumir a direção da sigla em Petrópolis. “Acreditamos no programa do partido, que tem como propósito a distribuição de riquezas no país, além da proposta de construir e discutir políticas públicas para os municípios”. José Eduardo Neder disse que os núcleos do partido são importantes, pois abrem uma possibilidade das pessoas discutirem seus problemas e apresentar sugestões. Foi o que afirmou a professora Adriana Rangel, coordenadora do Núcleo da Juventude e da Mulher. “Trabalho há muito tempo com programa social, principalmente com deficientes, e quando falo da proposta do partido as pessoas se mostram entusiasmadas e a adesão é grande, pois percebem que o trabalho é sério”, afirmou a professora. Ainda segundo ela, os núcleos têm a oportunidade de verificar as necessidades do município, pois as discussões serão com as pessoas inseridas em sua realidade. “Através destes núcleos vão surgir as sugestões para melhorar a cidade, pois somente podemos apresentar projetos depois de ter um diagnóstico da realidade”, frisou Adriana Rangel, lembrando que Petrópolis tem 39 mil pessoas com deficiência e está em 10º lugar no ranking dos municípios do Estado.